8 de abr. de 2008

Pesquisando o Belo


Gente,

tenho recebido muitos e-mails sobre pesquisas, teses e afins relacionados a Ditadura da Beleza, a Beleza Real etc... Por tanto, gostaria que se possível, as leitoras deste blog que tem conhecimento de trabalhos nestas áreas os indiquem pra mim. Quero montar um banco de dados sobre o assunto. Acho que temos muito para acrescentar umas as outras... para aprender, e principalmente incentivar, cada vez mais atitudes que promovam a auto-estima da mulher.

Falado?

Recadinho: a Manuzikah mandou email solicitando entrevista e não deixou endereço para replay. Escreve aí menina!

beijos, m.

6 de abr. de 2008

Tamanho GG


Recebi uma dica bem bacana de um site que faz vendas on line de lingerie de tamanhos GG. Os caras são de Curitiba e as peças parecem ser bem legais. Além disso, tem algumas dicas de moda que são meio óbvias, mas que sempre é bom lembrar:

A lingerie é uma peça fundamental, que deve ser bonita, bem colocada, mas não deve marcar. Por isso, todo cuidado:

Cores
Sob peças brancas ou muito claras a melhor cor é o chocolate.
Sob peças opacas, de cores mais fortes, pode-se usar qualquer cor, mas dê preferência a cor mais próxima da roupa. Sob uma blusa vermelha, por exemplo, prefira um sutiã da mesma cor.
Blusas ou calças pretas exigem lingerie preta. Especialmente se houver o risco de algum detalhe aparecer. Somente em casos de roupas em que a lingerie aparece propositadamente, pode-se usar outras cores ou estampas, mas preferencialmente com base em preto.

Calcinhas
O modelo da calcinha deve ser sempre adequado a peça que será usada por cima.
Se a calça tem cintura baixa, ou corte reto, que permite baixar na parte de trás quando senta ou abaixa, é preciso um modelo de calcinha também de cintura baixa. É muito deselegante que a calcinha apareça nestas situações. A Camomilah oferece vários modelos com esta característica. (Ex: DaliaII, Floral, Mariana).
Uma calça muito justa ou de tecido colante (cotton ou lycra) pede um modelo que não marque. Para quem gosta do fio-dental, é o ideal, mas quem prefere um modelo mais sóbrio, um caleçon fica muito bem.
Calças de cós alto, que estão na moda novamente, precisam de calcinha de cintura alta, para evitar um corte horizontal , especialmente para quem tem a barriguinha mais saliente.

Sutiãs
Saber usar o sutiã certo com a roupa certa não é fácil, é preciso ter muito cuidado. Hoje em dia é muito comum deixar que o sutiã apareça sob a roupa, mas nem sempre isto é conveniente. No trabalho e em ocasiões mais formais, isto não deve acontecer.
Sob roupa branca ou de cor muito clara, a cor chocolate é a ideal, porém, se preferir usar branco, que seja sem renda ou outros detalhes, para que não se destaque.
Sob roupa preta, o sutiã deverá ser sempre preto, mesmo que o tecido seja opaco. E especialmente se for um modelo de alças, ou cavado em que possa aparecer em algum movimento uma parte do mesmo. Num momento informal uma cor escura pode ser usada, porém nunca branco.
Alças de silicone estão descartadas. Além de machucarem os ombros, para seios fartos elas não tem resistência, e ficam extremamente deselegantes. Prefira um sutiã tomara-que-caia se você puder, ou então use alças a mostra na cor da roupa .
Seios grandes pedem um pouco de cuidado com alças muito finas ou tomara-que-caia, A Camomilah oferece um modelo para tamanhos até o 56. Porém deve ser usado com muito critério. Não fica bem você usar uma peça que te deixe desconfortável, e que precise ser ajustada constantemente. Por isso, se este é seu caso, use muito decote, costas a mostra e fendas nas laterais, mas evite alças finas e tomara-que-caia, Isto pode desvalorizar o seu corpo.

Tamanhos
O Brasil não tem uma legislação que padronize tamanho de roupas. E isto causa muitos embaraços e erros na hora de comprar e usar a roupa, a lingerie e a moda praia. É essencial que, na hora de escolher qualquer peça você tenha consciência de suas medidas. O número que aparece na etiqueta não é o que importa, e sim, se o tamanho está de acordo com suas medidas.
O tamanho do sutiã deve ser de forma que envolva todo o bojo. Sutiãs que "cortam" os seios pela metade desvalorizam as formas. Mesmo um seio muito bem formado, fica prejudicado se o sutiã não for adequado.
A calcinha também deve ser muito bem analisada. Como uma peça íntima, ela não deve interferir no visual. Calcinha apertada salienta as gordurinhas, e calcinha frouxa marca sob a roupa. O ideal é uma peça na medida, adequada a roupa que vai ser usada por cima, como já falamos anteriormente.

Dicas para melhor conservação de sua lingerie:
- Não use alvejantes com cloro;
- Não lave sua lingerie em água quente;
- Não seque em secadoras tipo "tambor";
- Não passe a ferro;
- Evite lavar junto com peças de tecido pesado (jeans, toalhas, etc.).

4 de abr. de 2008

Nunca perde a piada...


Preta Gil se empolgou em sua “Noite Preta” na quinta-feira no Espaço Laranja, em Laranjeiras, no Rio. O show teve direito até a beijo na boca - três! Em quem? Os músicos Sandra de Sá, Ana Carolina e Lulu Santos.
* Sem perder a piada, Preta brincou dizendo que existem milhares de tipos de mulher e ela é a “mulher rodízio”: tem carne para todo mundo. E dá-lhe beijinhos.

via Glamurama

2 de abr. de 2008

Sem Retoques



Uma notícia caiu como uma bomba hoje no mercado editorial europeu. Apartir de agora, os editores das revistas vão ter que segurar a mão nos retoques feitos nas imagens das celebridades.
Sendo assim, está restrito o uso do photoshop, uma vez que as alterações exageradas feitas com o programa gráfico promovem um padrão de beleza ultramagro que é irreal.

Ainda bem!!! Chega das mulheres quererem ser o que não existe!!!!

A função começou depois que um inquerito que apurava a saúde das modelos inglesas descobriu que as imagens das revistas e outdoors promoviam um ideal de beleza impossível de ser atingido e nada saudável.



Agora a assossiação dos editores de periódicos do UK está se mobilizando para que juntamente com a indústria da moda (empregadores de modelos) cheguem a um consenso de regras para apresentar ao governo inglês sobre o uso do photoshop.

E a coisa parece séria mesmo: O PPA, que representa cerca de 400 publicações inglesas, está promovendo grupos de discussão com os editores destes jornais e revistas para dicutir as restrições do uso de manipulação digital de imagens.
E nem as revistas mais bombadas estão fora dessa. Vogue, Elle, Hello! e Grazia estão entre os participantes da série de reuniões para decidir a melhor maneira de photoshopar sem alterar de mais as imagens.
O movoimento começou ontem depois que um especialista em disturbios alimentares alertou sobre as conseqüencias graves da obscessão pela magreza que a maioria das pessoas tem hoje em dia. Segundo o professor Janet Treasure, do Institute of Psychiatry at King's College de Londres, bulimia e dietas exageradas são conseqüencias de disturbio de comportamento e podem alterar permanentemente a maneira que o cerebro reage as "compensações".



Antes tarde do que nunca! Sabe aquelas bundas lisinhas que a gente tem que ver na capa das revistas de dietas? Aiii me poupe! É impossível uma mulher com curvas não ter uma celulite se quer, ainda mais se for fruto da geração Coca-Cola. Agora é esperar para o movimento se espelhar pelo mundo e quem sabe, chegar no Brasil! O meu vote eles já tem!
E vc, o que acha?

Recuperação



Uma das doenças mais preocupantes é a anorexia... Uma inglesinha consigui superar o problema e relalizar o sonho de ser mãe. A façanha só foi possível depois de 3 anos e dez dias de tratamentos. Hoje feliz Hayley Wilde, a mãe do pequeno Michael, só quer uma coisa: que ele cresça forte e feliz!
Anorexia na Gravidez
Para se ter uma criança saudável, uma mulher deve adquirir em média de 12 - 17 kg. Dizer isso para uma anoréctica é como dizer para uma mulher normal engordar 50 kg durante este período. Para mulheres que tem anorexia e que estão esperando bebê é bom que saibam que terão muita dificuldade para desenvolve-la e ainda mais concluí-la. Ciclos menstruais irregulares e ossos fracos fazem com que isso seja mais difícil de ser alcançado. Se estiver abaixo do peso normal de uma pessoa da sua idade e porte físico você e seu filho poderão estar em sérios apuros. Mulheres anorécticas apresentam altas taxas de aborto e podem, se conseguirem, dar a luz filhos prematuros, colocando-os sob um quadro com grandes riscos à saúde também. Todas as mulheres devem ser acompanhadas no pré-natal e aquelas que apresentam quadros de bulimia e anorexia nervosa necessitam de cuidados dobrados. Dentre os cuidados devemos dar atenção as vitaminas e exercícios mas apenas se receberem o aval do médico, para terem certeza que não irão sobrecarregar-se neste período.

Miss de Biquine


Eia a nossa heroina posando pela primeira vez de biquini para a revista Hello. Resolvida, ela diz que quer provar que é possível sim se ser bonita mesmo não usando manequim 34.
"O bonito é ser loira, magra e alta. Eu sou gordinha, morena e sou feliz!"
Viva ela!

1 de abr. de 2008

Quem somos e porque...


Paula Sibila, fodona em pesquisas de disturbio da beleza, me indicou o nome de Viviane Comozzato como sendo uma garota que teria escrito uma tese muito bacana sobre o preconceito nas redes de relacionamento como o Orkut. Tentei falar com ela mas não rolou... se alguém souber alguma info dela.. please, me passem! Beijão.


O inescapável consumo de si mesmo - pensando na fabricação dos sujeitos contemporâneos

Por Viviane Comozzato

Existe uma verdadeira indústria em torno da produção de corpos e de desejos sobre os corpos. Moda, estética, cirurgias, adereços e tatuagens são algumas das possíveis intervenções que demonstram o quanto o corpo vem sendo invadido, ressignificado e investigado
Que modos de estar sendo sujeito a sociedade contemporânea vem produzindo ao colocar determinados corpos como um objeto a ser incansavelmente buscado e desejado? Ora, a questão levantada, longe de ter uma resposta “única”, nos leva a discutir características do tempo presente que, inescapavelmente, nos atingem. Na contemporaneidade, o corpo tem sido alvo de inúmeros investimentos, tornando-se passível de várias intervenções, ou seja, modificações que o transformam, marcam, diferenciam. Existe uma verdadeira indústria em torno da produção de corpos e de desejos sobre os corpos. Moda, estética, cirurgias, adereços e tatuagens são algumas das possíveis intervenções que demonstram o quanto o corpo vem sendo invadido, ressignificado e investigado. Outro exemplo pode vir da percepção de que nos mais variados espaços sociais as discussões estabelecidas giram em torno de uma “preocupação consigo mesmo”, ou seja, os sujeitos contemporâneos são assolados por anseios que envolvem as suas vidas individuais através de aspectos relacionados ao corpo e aos modos de torná-lo mais desejado, sexy, bonito, jovial, produtivo.... Essas são preocupações que parecem balizar as relações dos sujeitos consigo mesmo e com os demais (em detrimento das questões de ordem mais coletiva). Com isso, os laços de união e afeto giram em torno de uma, ao menos suposta, superficialidade que invade todos os recantos de nossa existência, já que há sempre algo novo, ou um outro modo de parecer ser, a ser perseguido por sujeitos individuais. A fabricação constante de novos desejos a serem infinitamente buscados nos leva a pensar que num mundo das visibilidades, em que você só parece fazer sentido, existir, se está exposto, o corpo se torna um slogan e passaporte para a felicidade porque não é mais a “alma” que precisa ser trabalhada, melhorada, mas o corpo que, por ser visto, passa a necessitar de intervenções para ser melhor apreciado. Essa é uma tendência contemporânea − “transformar todas as partes do corpo em imagens de marca e num marketing privilegiado do eu. Por conseguinte, o desejo de investir nas imagens corporais torna-se proporcional à vontade de criar para si um corpo inteiramente pronto para ser filmado, fotografado, em suma, visto e admirado” (Sant’Ánna, 2002, p.106). Importante salientar, aqui, as transformações que vêm ocorrendo sobre o que significa cuidar de si, do “eu”. Michel Foucault demonstrou, no livro Hermenêutica do Sujeito (2004), as modificações, para os gregos, sobre o que é o si. Mostrou que em um determinado período, o eu era tido como a alma, e por isso cuidar de si era ocupar-se com a própria alma, tendo como finalidade qualificá-la a fim de poder governar os outros, a cidade. Já nos séculos I e II d.C, cuidar de si passou a ser cuidar tanto da alma quanto do corpo, pois ambos estariam conectados e tendo a mesma importância. Queremos, no entanto, nos situar no tempo presente − será que a “alma” importa atualmente? Tudo indica que para muitas pessoas não, que o que mais importa é o corpo, pois cuidar deste novo “templo” seria, de acordo com Sant’Anna (2002), a melhor forma de cuidar de si mesmo, de afirmar-se e ser feliz. Isso evidencia a generalização do corpo como o lugar privilegiado do “cuidado de si”, pois em nosso tempo o corpo vem se tornando central e serve como um novo marcador social. As questões levantadas são importantes para mostrar que não consumimos apenas os objetos em sua materialidade. Mesmo quando compramos tinturas para cabelo, roupas da moda, acessórios, adereços, fazemos tatuagens, colocamos piercings, adquirimos produtos light e diet, entre outras coisas, estamos, no limite, consumindo nosso próprio corpo. Estamos, irremediavelmente, enredados nas tramas que nos “habilitam” para o consumo de tudo, inclusive de nós. Engana-se quem pensa, portanto, que há somente objetos materiais a serem consumidos, produtos que movimentam capitalísticamente o mundo. Mais do que a moderna separação entre “um sujeito consumidor e um objeto consumido” (Homem, 2003, p.03), notamos que nos atuais tempos o próprio sujeito se torna um objeto de consumo, aperfeiçoando-se continuamente e respondendo afirmativamente aos apelos e desejos que são, infinitamente, criados pela sociedade do espetáculo e do consumo. Nesse sentido, vale a pena deixar ressoar... infinitamente... a pergunta: “como estamos nos transformando no que somos”