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2 de abr. de 2008

Sem Retoques



Uma notícia caiu como uma bomba hoje no mercado editorial europeu. Apartir de agora, os editores das revistas vão ter que segurar a mão nos retoques feitos nas imagens das celebridades.
Sendo assim, está restrito o uso do photoshop, uma vez que as alterações exageradas feitas com o programa gráfico promovem um padrão de beleza ultramagro que é irreal.

Ainda bem!!! Chega das mulheres quererem ser o que não existe!!!!

A função começou depois que um inquerito que apurava a saúde das modelos inglesas descobriu que as imagens das revistas e outdoors promoviam um ideal de beleza impossível de ser atingido e nada saudável.



Agora a assossiação dos editores de periódicos do UK está se mobilizando para que juntamente com a indústria da moda (empregadores de modelos) cheguem a um consenso de regras para apresentar ao governo inglês sobre o uso do photoshop.

E a coisa parece séria mesmo: O PPA, que representa cerca de 400 publicações inglesas, está promovendo grupos de discussão com os editores destes jornais e revistas para dicutir as restrições do uso de manipulação digital de imagens.
E nem as revistas mais bombadas estão fora dessa. Vogue, Elle, Hello! e Grazia estão entre os participantes da série de reuniões para decidir a melhor maneira de photoshopar sem alterar de mais as imagens.
O movoimento começou ontem depois que um especialista em disturbios alimentares alertou sobre as conseqüencias graves da obscessão pela magreza que a maioria das pessoas tem hoje em dia. Segundo o professor Janet Treasure, do Institute of Psychiatry at King's College de Londres, bulimia e dietas exageradas são conseqüencias de disturbio de comportamento e podem alterar permanentemente a maneira que o cerebro reage as "compensações".



Antes tarde do que nunca! Sabe aquelas bundas lisinhas que a gente tem que ver na capa das revistas de dietas? Aiii me poupe! É impossível uma mulher com curvas não ter uma celulite se quer, ainda mais se for fruto da geração Coca-Cola. Agora é esperar para o movimento se espelhar pelo mundo e quem sabe, chegar no Brasil! O meu vote eles já tem!
E vc, o que acha?

17 de mai. de 2007

Como num passe de mágica!



Ah se fosse fácil assim... Que maravilha não seria, hem? Quando eu era pequena sempre imaginava que algum dia alguém ira inventar uma máquina, tipo aquelas máquinas do tempo de cientistas malucos, que a gente entrasse e saísse magrinha magrinha!!! É mas nada é tão fácil como neste vídeo aí de cima. Tem que ralar, suar a camisa. O photoshop faz tantos milagres que até as modelos, que sempre são retocadas com ele, sonham em ser como elas mesmas nas páginas das revistas. É tudo ilusão.... peles perfeitas, bundas intáctas, proporções exatas. No mundo do photoshop todo mundo fica com tudo no lugar. No mundo real, a coisa muda de figura. Por tanto, nada de depressão ou busca de padrões inatingíveis. Devemos ser felizes pelo o que somos. Ou seja, felizes por sermos perfeitamente normais, com defeitos ou não, assim como qualquer outra mulher de carne e ossso que vive no mundo de beleza real.

26 de fev. de 2008

A mulher mais perfeita de Hollywood: é uma mistura de Angelina Jolie, Charlize Theron e Carmen Electra!


Será??? É claro que não existe ninguém tão perfeita assim, não é meninas! Na verdade a tal imagem da foto, carinhosamente apelidada de Carlizina Jolectron, tem a boca e o cabelo de Angelina, o nariz de Carmem e os olhos de Charlize! Ufa! - Montagem da boa!


Que mistureba.... !!!!
Viram como ninguém pode levar em consideração as imagens das belas mulheres nas revistas??? Photoshop PURÍSSIMO!!! O tal concurso de Photoshop de celebridades que tem o objetivo de criar a mais perfeita celebridades de todas, é uma invenção do site especializado Worth.com.

Nesta foto aí, a função foi ainda maior.
Gwenma Cruzman: Essa mocinha aí é uma mistura dos cabelos, corpo e sobrancelha da Gwen Stefani combinado com o nariz da Uma Thurman, a boca da Penelope Cruz e os olhos da Salma Hayek... Na minha opinião parece uma DRAG!!!!
E aí, o que vocês acharam???? Viram como qualquer uma de nós pode ser uma delas? É por isso que eu insisto... a coisa vem de dentro, e não de fora!
Mesmo as mais badaladas e belas celebridades do mundo tem seus defeitos.
E aí, alguém se anima a me mandar uma foto misturada com a foto de uma celebridade bonitona????
Manda aí, vai.... Me parece divertido!

5 de jul. de 2007

Preta total!


Sabe o que acontece quando uma mulher bonita e famosa dá declarações polêmicas? No Brasil ela pode virar uma Luana Piovani. Agora se ela for bonita e tiver uns quilinhos a mais... ela vai fazer sucesso, mas as opiniões irão se dividir: tem gente que vai amar e gente que vai odiar. Como é o caso de Preta Gil.
Estes posts foram tirados de um blog que publicou a foto acima. Olha que desparate:
Paula disse...
isso tudo é photoshop?
3 de Julho de 2007 17:39
Gabi disse...
Não.. isso tudo é bisturi mesmo!!!Haja lipo aí!
3 de Julho de 2007 17:53
Aline disse...
desde quando alguem com esse braço tem essa barriga?!photoshop nao eh pra ser usado a torto e a direito!e esse cabelo da fani de piriguete?!naaaooooo! *puxa cabelo*
3 de Julho de 2007 18:08
Anônimo disse...
E pensar que ela tá pegando o Gianne... Ai, ai. Ou, como diz a Katylene, UY.
3 de Julho de 2007 18:08
Austin disse...
Tá bonita!
3 de Julho de 2007 18:34
Anônimo disse...
noto tendêncas racistas nesse blog...qd não é a preta é a beyoncè.gente, racismo não é tendência!
3 de Julho de 2007 18:34
Anônimo disse...
gongar gorda agora é racismo!?ah, gente! paaaaaaaalize!me prendam!olha a banha transbordando!um horror!
3 de Julho de 2007 19:22
BPEACE disse...
GENTE, ONDE ESSA MONSTRA QUER CHEGAR FAZENDO A LINHA SEXY? OLHA O BRACINHO DE MAGUILA DELA, MAIS GROSSA QUE AS MINHAS PERNAS JUNTAS, ME POUPE!
3 de Julho de 2007 20:20
Anônimo disse...
aê, são jorge, avise esse dragão que ela NÃO É gatcheenha, pliz.
3 de Julho de 2007 21:28
Julee disse...
gente, acho a Preta Gil fantástica, fazia ela horrores. Ela é gordinha, ela pode não ser alta, ela não tem a beleza clássica, mas ela tem sex appeal. e gene com sex appeal é hot!!!!
3 de Julho de 2007 23:37
Anônimo disse...
Eu atendia, aqüendava e fazia!
4 de Julho de 2007 05:08
R. Paschoal disse...
Super que adorei!Tá enxuta, esbelta e... preta!
4 de Julho de 2007 05:10
Anônimo disse...
tudo despeitados quem chocha!!!!
4 de Julho de 2007 06:25
corrosivo disse...
o mais sexy nela é a pochete...ui!
4 de Julho de 2007 06:27
Anônimo disse...
ELA É HOT, HOT, HOT!
4 de Julho de 2007 06:56
Sandrinho gls disse...
Axo ela mtu tuduh, ela é disbocadáh e tem personalidadi e num liga prus otrus e pegáh gerals!
4 de Julho de 2007 07:01
Preto gil disse...
Toda boa!
4 de Julho de 2007 07:02
Anônimo disse...
PEGAVA MUITO NESSES PEITOS!!!!!!
4 de Julho de 2007 07:03
biel disse...
horrívellllllllllll.não se enxerga mesmo essa obesa. braços flácidos, barriga mal photoshopada. bizarra! criatura do além.
4 de Julho de 2007 13:17
Anônimo disse...
GOSTOSA! AHAZZA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Olhando o que as pessoas disseram sobre a Preta, fiquei imaginando como elas seriam fisicamente? Quantas delas estariam fora de forma ou fora do peso peso ideal? Críticas tão ácidas dificílmente são ditas cara a cara. É muito fácil esconder o que se é atrás de palavras maldosas e principalmente , é muito fácil criticar quem está no spot ligth.
Eu, particularmente, acho a preta ótima! Gordinha, sim! E porque não??? ADORO!
Lendo o texto abaixo, publicado na Revista Isto é Gente, fiquei mais fã ainda!!!!! Linda, bem resolvida, gordinha, com muitos amigos e com MUITA VIDA PELA FRENTE! Viva ela!
Dona de uma personalidade marcante, Preta Gil aprendeu ainda menina a conquistar seu espaço na raça. Com apenas seis anos de idade, a filha do ministro da Cultura, Gilberto Gil, precisou se impor para vencer a hostilidade dos colegas em um tradicional colégio da zona sul do Rio de Janeiro. Na época, foi rejeitada por ser filha de um homem que carregava o rótulo de preso, exilado e maconheiro. Enfrentou sozinha o preconceito na escola e com um discurso seguro e aberto superou as primeiras barreiras que viria a enfrentar vida afora. Hoje, aos 32 anos, Preta é sinônimo de mulher poderosa. Mesmo sem preencher todos os requisitos dos padrões de beleza atual, ela acontece. Foi assim quando, no Carnaval deste ano, arrebatou a Marquês de Sapucaí em meio a beldades como Juliana Paes e Grazielle Massafera ao desfilar como madrinha de bateria da Mangueira. Além disso, acaba de ser contratada pela Record para atuar em Caminhos do Coração, novela da emissora que estréia em agosto, se prepara para gravar seu terceiro CD e um DVD e dar continuidade à turnê de seu último disco, Preta.
Mas não é só. Bem-sucedida profissionalmente, ela também coleciona uma lista invejável de conquistas amorosas. Caio Blat, Paulo Vilhena, Marcos Palmeira e Reynaldo Gianecchini já se renderam aos seus encantos. Aliás, foi ao lado de Giane, um dos solteiros mais cobiçados do Brasil, que ela passou o último Dia dos Namorados, em um aconchegante restaurante do Rio, embora jure, de pés juntos, que são apenas amigos. “É o tipo de relação que não entra na cabeça das pessoas. A gente tá vivendo uma paixão, mas uma paixão de amigos. Eu me apaixono pelos meus amigos”, justifica. Inteligente e bem-humorada, ela acha graça diante da surpresa de algumas pessoas com o seu sucesso. “Venci os preconceitos com a minha lábia. Quem não tem corpinho, tem que ter a língua ferina”, diz ela. “Me acho gostosa. Tenho problemas como estria e celulite, mas tenho formato de corpo bonito, pernão e cintura.”
Os rumores de um romance entre ela e o ex-marido de Marília Gabriela surgiram no Carnaval, quando os dois “ferveram” na folia baiana. Ela admite que, num primeiro momento, houve encanto. Os dois estavam de férias e curtindo a vida livres, leves e soltos. “Vivemos o Carnaval com intensidade. Mas não quero levantar a bandeira de que peguei o Gianecchini. Ele não é um brinquedinho, um troféu que eu quero colocar na prateleira”, apressa-se em explicar. Para ela, a amizade é o mais importante entre eles. Os amores de Preta são assim, sem maiores dramas. Quando menina, tinha fixação por atores de tevê e de cinema. Por Caio Blat, com quem viveu um relacionamento de um ano, apaixonou- se pela televisão, enquanto assistia à minissérie Chiquinha Gonzaga. Preta diverte-se ao revelar que um de seus trunfos de conquista é uma moqueca baiana que prepara como ninguém. Basta se apaixonar para o eleito ser convidado a experimentar o prato. Com Caio não deu outra. “Ele comeu a minha moqueca ” , conta ela, às gargalhadas.
‘‘ Venci os preconceitos com a minha lábia. Quem não tem corpinho, tem que ter a língua ferina’’Preta Gil.
Mas nem sempre foi assim. Como qualquer mulher, Preta Gil já amargou dias de insegurança. Ela diz ter sido vítima da “sociedade de consumo”, que exige da mulher um ideal de beleza. Por muito tempo brigou com a balança e sofreu com os quilinhos extras. Lembra que após o nascimento de seu filho, Francisco, de doze anos, fruto de sua união com Otávio Muller, engordou 30 quilos. O fato de ter perdido a forma na gravidez não lhe trouxe problemas naquele momento. O marido não se incomodava com a silhueta mais arredondada e ela se sentia bem ao se olhar no espelho. A separação mudou esse quadro. “Meu amor, mulher solteira gorda, não dá”, diz.
Durante um bom período viveu a experiência de ser elogiada por ser uma mulher inteligente, agradável e interessante. Mas eram as meninas magrinhas que acabavam conquistando seus objetos de desejo. “Teve uma época em que fiquei traumatizada. No meio em que vivo a aparência é muito valorizada.” Os tempos mudaram. Hoje a cantora e atriz vive um momento de total disciplina. Levada pela irmã, que mora em Nova York, foi a um médico no início do ano e está cumprindo uma dieta na qual a estética não é a palavra-chave. “Mudou tudo na minha vida. Fiquei mais serena, consigo dormir melhor, meu humor melhorou”, conta ela, que não está preocupada somente em não estar gordinha e sim em manter a saúde em dia. “A vida sem sacrifício não existe. Não estou pensando só na aparência.”
“Se ser filha de Gil já era um peso, ser filha do ministro Gil era um peso duplo’’Preta Gil.
Preta Gil realmente vive um momento especial. Ela diz que sua vida se divide em antes e depois da morte do irmão, Pedro Gil, que faleceu num acidente de carro no Rio, em 1990, quando tinha apenas 19 anos. Naquela época estava estudando para ser cantora e atriz. Foi um período de muito sofrimento para a família e que acabou, repentinamente, desviando seus planos. Abandonou a Oficina de Atores que fazia na Globo e decidiu ir para São Paulo fazer um estágio. Estava “batendo de frente” com a família. “Fui com uma mão na frente e outra atrás. Morava na casa de uma tia, pegava ônibus e saía de casa às 6h para estar às 9h no trabalho”, lembra. Seus pais não se opuseram, mas nunca lhe deram nada de mão beijada. “Minha mãe e meu pai estavam sofrendo a perda de um filho, eles não tiveram uma atenção comigo de dizer: ‘Não vai, continua estudando’. Sou filha do Tropicalismo, minha família é liberal.”
Aos 17 anos, Preta Gil estava morando com o namorado e com 20 já tinha um filho. Voltou para o Rio, começou a trabalhar como produtora de moda e logo depois montou, ao lado de Monique Gardenberg, a Dueto Produções. Um projeto vitorioso, mas não o que a completava plenamente. Em 2000 se desligou da Dueto. Um ano depois, uma cirurgia de lipoaspiração lhe causou uma anemia profunda e uma depressão que durou três meses e meio. “Depois de muita terapia percebi que era um processo de mutilação. Estava infeliz. Foi a única depressão que tive na vida.”
“Sou totalmente flex. Álcool ou gasolina tanto faz. Gosto de gente, de relações"Preta Gil, que admite relações com homens e mulheres
Os primeiros sintomas de crise começaram a surgir um pouco antes. Viveu um período de consumo compulsivo que não conseguia frear. Um sonho com o irmão, Pedro, a colocou novamente nos trilhos e ela decidiu retomar a carreira de cantora. “Acordei com o sentimento de que precisava buscar alguma coisa diferente.” E foi assim que voltou a se dedicar à carreira de cantora com o apoio de Gil e de Flora, mulher do cantor. “Eles resolveram cuidar da minha carreira.” Em 2003, lançou Prêt-à-Porter, seu primeiro CD. Como não poderia deixar de ser, em se tratando de Preta, o disco chegou às lojas causando polêmica. Ela posou nua na foto do encarte da capa do disco. “Eu não sabia o peso que isso teria na mídia. Se ser filha de Gil já era um peso, ser filha do ministro Gil era um peso duplo.”
Há dois anos Preta vive um novo resgate em sua trajetória. Voltou a morar com o pai, no Rio. Diz estar vivenciando uma situação que não experimentou na adolescência. “Hoje me permito ser filha e ser cuidada pelo meu pai.” Agora, avisa, só pretende sair de lá quando casar. Sim, ela quer casar novamente. “Acho namoro uma coisa muito melada, dá margem a insegurança, ciúmes. É mais tenso, o casamento não”, acredita ela, que revela ter sido uma pessoa muito possessiva e ciumenta. Mas cabeça feita. Mudanças causadas pela maturidade que a transformaram numa mulher mais segura. Segura para dizer o que pensa sem papas na língua. Como, por exemplo, a possibilidade de viver uma relação com uma mulher. “Sou totalmente flex. Álcool ou gasolina tanto faz. Gosto de gente, de relações.”
‘‘ Vivemos o Carnaval com intensidade. Mas não quero levantar a bandeira de que peguei o Gianecchini’’ Preta Gil
Com a vida afetiva em aberto, está dedicada à profissão. Há duas semanas começou a gravar Caminhos do Coração. “Adoro a espontaneidade e criatividade dela. Queríamos o senso de humor que ela tem e que empresta muito bem aos personagens que interpreta”, diz Alexandre Avancini, diretor da novela. “Tenho certeza de que ela vai arrebentar na novela.” O novo CD está em fase de pré-produção. O aquecimento para o novo disco começa com o retorno da turnê do CD Preta, em agosto, pelo interior do Rio e de São Paulo. Paralelamente, apresenta o show Noites Preta, também nas duas capitais. “Esses shows vão funcionar como ensaios para o novo disco”, adianta ela. “É como cantora que me sinto mais verdadeira”, afirma. Alguém dúvida que ela realmente reencontrou seu caminho?

14 de jun. de 2008

Beleza Irreal



"É, não são apenas as mulheres vítimas do pincelzinho digital. O que é isso?! eu prefiro, mil vezes, o original. Pois é o negócio é que vira outra pessoa (e com muiiiiiito menos graça), acho péssimo isso em publicidade porque sinceramente, eu não reconheço o cara. já reparei destas coisas também nos anúncios de lux, contratam um megastar para anunciar e acabam escrevendo o nome da figura embaixo, senão ninguém sabe quem é!! eta mundo de plástico…”



"...me lembrou essa propaganda da Elizabeth Arden, que vi no blog Photoshop Disasters, há uns dias. Realmente, eles pagam uma fortuna pela foto, aí mudam tanto a pessoa que depois precisam botar o nome, pra ela ser reconhecida. Não é estúpido? O lixo do luxo!"Inacreditável, não é mesmo?

5 de mar. de 2008

Mais retoque...



A princesa Eugenie é capa e recheio da edição de Abril da “Tatler”. O ensaio marca o aniversário de 18 anos da caçula do príncipe Andrew, que será comemorado no final de Março. Mas os tablóides ingleses, que não perdem uma, compararam imagens da moça na vida real e na revista para provar que o Photoshop foi – muito – usado no trabalho!
O “Daily Mirror” ainda foi além e convocou especialistas para falarem dos detalhes dos cliques. As avaliações (unânimes) dão conta de que Eugenie recebeu retoques intensos nos dentes, no formato do rosto, na pele, no pescoço e nos ombros, sem falar em um providencial “emagrecimento”.
Confira o antes e depois...
via Vogue RG

3 de set. de 2007

Gordos Injustiçados


Olha fiquei de cabelo em pé com a matéria aí de baixo. Entendo todas as pressões sociais - mais do que ninguém sofro na pele o preço da exposição. Ser fora de padrão é uma baita BARRA. Mesmo assim, acho muito complicado sair propagando tais informações. Dizer que ser gordo na sociedade de hoje é inaceitável, gera ainda mais frustração e preconceito. Enfim, olhem aí o que a pesquisadora da Puc carioca disse ao jornal Zero Hora.

Insatisfação garantida
Preocupação com a imagem corporal altera vida social das mulheres e gera intolerância com os gordos
MILENA FISCHER

Dois terços das mulheres de todo o planeta, entre 15 e 64 anos, já evitaram alguma atividade social, como expressar opinião em público, por se sentirem mal em relação a sua aparência física. Desse contingente de mulheres intimidadas pela busca de um padrão de beleza inatingível, a maioria se situa na faixa etária dos 15 aos 17 anos, a perturbadora adolescência. Os dados constam do relatório global Além dos Estereótipos, pesquisa realizada em 10 países por uma marca de produtos de beleza. Pode-se dizer que o padrão de beleza é inatingível ao observar um outro dado: mais de 92% das garotas declararam que querem mudar pelo menos um aspecto da sua aparência. Ou seja, até mesmo meninas como a Carolina Noll, modelo que ilustra esta reportagem, jovem, magra e com um rosto de boneca, não estão satisfeitas com sua imagem. E provavelmente passarão boa parte da vida buscando formas de modificar seu corpo. Não é à toa que o Brasil conquistou o segundo lugar no ranking dos países nos quais mais se fazem cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. No país que produz uma miss de 22 anos que se submete a 19 plásticas, a gaúcha Juliana Borges, são cerca de 500 mil procedimentos cirúrgicos ao ano. Segundo o Instituto Fitness Brasil, o país também é o segundo colocado no mundo em número de academias, com 7 mil estabelecimentos, atrás novamente dos EUA (mais de 26 mil academias). - O corpo ganhou uma importância inusitada, tornou-se tão ou mais importante do que a alma. Cada vez mais o interior subjetivo começou a ser avaliado por meio da aparência corporal, como se o corpo tivesse se tornado o principal indicador do que há de melhor e do que existe de pior em cada um - diz Denise de SantAnna, historiadora da beleza. Na sociedade do hiperconsumo, onde tudo é oferecido em excesso, as mulheres têm a sua disposição milhares de produtos para auxiliar na busca do corpo perfeito. A indústria da magreza insere-se na engrenagem do "ter que adquirir" - seja uma barriga sarada, um bumbum redondo e, claro, quilos a menos. Paradoxalmente, também há uma oferta jamais vista de tecnologias que conduzem ao sedentarismo e alimentos industrializados de baixo teor nutricional. Dentro desse contexto, a manutenção de um corpo magro torna-se sinônimo de autodisciplina e sucesso - e conduz a uma conseqüente marginalização do gordo.- Se em outras épocas havia uma tolerância maior ao cultivo de uma certa barriguinha, hoje, especialmente para as mulheres, ela é motivo de vergonha, uma prova de falta de amor por si mesma. Essa tendência se tornou mais forte a partir dos anos 60, quando as dietas começaram a povoar as revistas femininas e surgiu o horror à celulite, o biquíni, a minissaia e uma certa liberação do corpo da mulher que dela exigiu novos cuidados com a silhueta e uma intolerância aguda à flacidez do ventre e das coxas - analisa Denise.Para a especialista em transtornos alimentares e coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social da PUC-Rio, Joana de Vilhena Novaes, a preocupação com o corpo ultrapassou há muito a questão da saúde:- A obesidade é hoje um caso de saúde pública, inclusive onerando o Estado, uma vez que o SUS tem liberado cada vez mais cirurgias para obesos. Mas não se pode criminalizar a gordura. Há uma intolerância com o gordo, que se tornou exemplo de pessoa feia e desleixada.A pesquisa Além dos Estereótipos corrobora essa fixação pela magreza como sinônimo de beleza e sucesso: nove de cada 10 mulheres entre 15 e 64 anos, no mundo inteiro, disseram que querem mudar pelo menos um aspecto da sua aparência, sendo que o peso é o primeiro deles. A busca por um ideal construído na era do photoshop ("Esses corpos de Hollywood não são de carne e osso, já que o que vemos é apenas a imagem", diz Joana), leva muitas mulheres à imobilidade. Entrevistadas de todas as idades afirmaram abrir mão de atividades como ir à praia, namorar, ir a festas ou conhecer novos amigos por se sentirem feias. Gordas. Ou você nunca lançou mão de um camisetão para ir à praia com aquela amiga que, na sua visão provavelmente distorcida de seu corpo, é mais magra e linda do que você? Ou sua filha nunca chorou na frente do espelho porque a malha justa e cor-de-rosa de balé evidencia a barriguinha típica de seus sete, oito anos? Nessa idade as meninas já estão preocupadas com sua imagem corporal. E começam se condenando. O que normalmente acontece quando uma menina, principalmente na fase da adolescência, diz para as amigas que se acha bonita? É taxada de "convencida". Segundo a pesquisa, somente duas mulheres em cada 10 estão muito satisfeitas com sua aparência física geral, peso e forma corporal, e menos do que duas mulheres em cada 10 acreditam que têm auto-estima alta. O peso e a forma são tão relevantes que não é de espantar que as mães, segundo o estudo, são "significativamente mais propensas a estarem insatisfeitas com sua aparência". A imagem perfeita sempre está a um passo distante - e há milhares de produtos que se pode consumir para tentar chegar a ela.- A mídia cria e reproduz modelos, a população, também. O interessante é perceber que a obsessão pelo corpo é reveladora de uma imensa solidão do indivíduo que, no limite, sabe muito bem que tem apenas o seu próprio corpo como única certeza de que está vivo e de que existe. Tudo se passa como se a frase referencial hoje fosse: tenho este corpo, logo existo - diz Denise.Ao mesmo tempo em que carregam o fardo do espelho, nove de cada 10 mulheres entrevistadas no estudo acham que é importante engajar meninas no sentido de criar uma imagem corporal realista e saudável. E nove de cada 10 garotas de 15 a 17 anos concordam que o discurso positivo sobre imagem precisa começar cedo. Ou seja, as mulheres sofrem uma tirania da qual parecem querer se livrar, mas não conseguem. - A mulher magra é valorizada desde que ela mostre força. É diferente da valorização da mulher magra dos anos 20, pois hoje há uma valorização da magreza associada a seios grandes e lábios grossos, um modelo de mulher que evoca mais a luta, o abocanhar o mundo. Ao mesmo tempo, nunca tivemos tantos obesos. Me parece que a figura do obeso ocupa no imaginário contemporâneo o lugar do monstro. Ele indica a impossibilidade de ser produtivo. Numa época em que ser produtivo transformou-se na principal qualidade do ser humano, a obesidade parece não ter lugar no mundo - conclui Denise SantAnna.


Comportamento
"O gordo não participa das regras do jogo"

Especialista em transtornos alimentares e Coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social da PUC-Rio, Joana de Vilhena Novaes passou 10 anos em pesquisa de campo em academias e ante-salas de clínicas de cirurgias plástica e grupos de pacientes à espera de gastroplastia redutora. O resultado é uma tese de doutorado e um retrato comportamental sobre a relação da mulher com a ditadura da beleza, publicado, com bom humor, no livro O Intolerável Peso da Feiúra - Sobre Mulheres e seus Corpos (PUC/Garamond). Mestre e doutora em psicologia clínica, Joana é consultora em campanhas publicitárias e especialista em transtornos alimentares. Nesta entrevista, concedida por telefone desde o Rio de Janeiro, ela lança um alerta sobre o preconceito contra as pessoas gordas:- Estão criminalizando a gordura.


Donna ZH - Por que hoje as mulheres consideram mais importante ser magra do que bonita?

Joana de Vilhena Novaes - Elas não consideram. Simplesmente não há mais como desvincular os conceitos de magreza e beleza. Ser magra é a personificação da imagem do sucesso. Ninguém aponta exemplo de pessoa bonita que não seja magra. Então não há mais diferença de importância entre ser magra e bela. As duas coisas são uma só.

Donna ZH - Então uma pessoa gorda jamais será exemplo de belo?

Joana - Veja bem, estou fazendo um recorte da situação. Ressaltando a que ponto as coisas chegaram. Ser gordo é a representação da feiúra e da exclusão social. Hoje, não há nada que leve mais à exclusão do que ser gordo. Gordura virou sinônimo de desleixo, de problema de caráter. O gordo enfrenta problemas nas seleções de vagas de emprego. Pesquisa publicada no New York Times mostra que quem é gordo e feio ganha menos do que quem é magro. Assim como magreza tornou-se sinônimo de beleza, gordura é o mesmo que feiúra.

Donna ZH - Como chegamos a esse ponto?

Joana - É próprio dos tempos atuais moralizar a beleza, que é quando se responsabiliza a pessoa por sua aparência física. Na sociedade de consumo, há muito o que consumir para não ser gordo. Em uma sociedade marcada por paradoxos, um deles é que, apesar de as pessoas serem mais sedentárias, são mais cobradas a terem corpos atléticos. Vivemos a cultura do excesso, mas a mensagem é "prive-se, o seu valor está na disciplina". Logo, o gordo não participa das regras do jogo.

Donna ZH - O gordo está sendo marginalizado e culpado por seu corpo?

Joana - Sim. É óbvio que há a questão da saúde, 25% da população está com sobrepeso, e 15%, obesa. Isso é alarmante. Mas faço esse recorte para chamar atenção para a criminalização da gordura. Em São Paulo, circulou uma peça publicitária de uma campanha de prevenção de obesidade infantil na qual o menino tinha uma tarja preta sobre o rosto. Assim você criminaliza a gordura. A obesidade é considerada hoje o máximo do desleixo dos pais para com seus filhos. Enquete feita pelo Fantástico perguntava se os pais de obesos deveriam perder a guarda dos filhos. Este é o ponto a que chegamos.

Donna ZH - Não é à toa então que uma revista nacional elegeu Angelina Jolie como o símbolo da mulher bem-sucedida do século 21.

Joana - Quando você pede a alguém que cite o exemplo de um ícone, de mulher bem-sucedida, a resposta sempre é uma personalidade bonita. Não basta mais ser mãe, esposa, ter carreira. É necessário ser bonita e ter um corpo em dia e jovem. A vaidade associada à juventude é um valor máximo dos tempos atuais. Por isso as meninas começam a se preocupar com a imagem corporal tão cedo. A TV, e não estou satanizando a mídia, cumpre um papel decisivo nisso ao difundir padrões de comportamento. Vivemos na sociedade da imagem. Não é à toa que as modelos são os ícones. Isso diz muito da nossa cultura.

Donna ZH - Depois de tantas transformações e liberações, a mulher está agora presa à ditadura do corpo?

Joana - Sim, você libera a mulher do espartilho, queima os sutiãs mas e aí? Cai na ditadura da beleza, da esteira. Costumo brincar dizendo que hoje a coisa ficou mais difícil. Além das três jornadas típicas da mulher (casamento, casa e trabalho), agora ela enfrenta a quarta jornada: ter que ser gostosa. Não tenho uma leitura feminista disso, os benefícios do exercício são inegáveis. Só proponho uma visão mais crítica.

1 de abr. de 2007

Agressão feminina!






Nossa auto-estima se reflete diretamente na forma com que nos relacionamos com os outros. Se não gostamos de nós mesmas, como poderemos ser amadas e respeitadas por outras pessoas?

Muitas mulheres não admitem que estão sendo maltratadas para não perder seus parceiros. Normalmente, elas acreditam que se ficarem com estes homens, mantendo relações doentias em silêncio, mesmo assim ainda poderão ser felizes.

Engano delas. Quanto mais permitimos que os outros nos machuquem, mais machucadas ficamos. Denunciar abuso é uma obrigação de todas nós. A violência contra mulher independe de raça, credo ou classe social. Ela pode acontecer nas melhores famílias. Nenhuma de nós está livre dela. Agora, proteção... todas nós temos direito.

E para chamar justamente a atenção sobre a violência doméstica, que uma nova campanha feita na Inglaterra para os Direitos da Mulher está fazendo o maior barulho.
A idéia de usar celebridades inglesas com hematomas no rosto tem causado um impacto gigantesco. Normalmente lindas e maquiadas nas fotos, elas aparecem machucadas e com ares de quem apanhou forte de de verdade. O efeito horroroso só foi possível graças ao uso do programa gráfico photoshop, que normalmente é utilizado para retocar as imperfeições destas mesmas estrelas. A campanha pede que as mulheres façam alguma coisa enquanto elas e seus filhos ainda estão fora de perigo. Segundo as autoridades inglesas, admitir a violência doméstica ainda é um problema para as mulheres. Entre as famosas que posaram para as fotos de rosto, estão: Fiona Bruce, Anne-Marie Duff, Anna Friel, Jemma Kidd, Honor Blackman, Fay Ripley, Miquita Oliver e Kate Thornton.

28 de nov. de 2007

Mais do mesmo...

Gente, tenho uma notícia até que boa.. a tal da campanha ordinária da Itambé estampada no post abaixo, foi feita em junho pela Salles sem que a Itambé soubesse para concorrer no festival de publicidade em Cannes. Olha o que eu achei na web:




”Comunicado Iogurte Itambé Fit Light
A Itambé ficou indignada ao tomar conhecimento da propaganda do Iogurte Itambé Fit Light, cujas peças publicitárias se encontram disponíveis na Internet e foram criadas pela Agência de Publicidade Salles Chemistri para um festival de Propaganda.
As peças publicitárias enviadas pela Agência para o Festival não foram submetidas à aprovação da Itambé e, portanto não expressam os reais valores da Itambé.
Em carta oficial, a Salles assume a responsabilidade pela autoria da campanha.
Ressaltamos que a Itambé, ao longo de seus 59 anos de existência, sempre teve por princípio o respeito a todos os seus consumidores.”



Mesmo assim... não tem desculpa. Péssimo gosto.
E como já disse o Rodrigo, outro blogueiro indignado, em um post sobre o mesmo assunto...
"Esta propaganda é discriminatória, preconceituosa e alimenta ainda mais a “busca pela perfeição”, que tem como efeitos colaterias a ANOREXIA, BULIMIA E OUTROS DISTURBIOS ALIMENTARES. vale frisar que o brasil é o país com maior índice de meninas com disturbios alimentares, graças à MÍDIA, pois revistas, novelas, seriados e “propagandas” ditam padrões de beleza IMPOSSÍVEIS de serem alcançados. Basta entender um pouquinho sobre photoshop que podemos deixar a Preta Gil com o corpo da Ana Hickman! sem esforço nenhum! e tenho certeza que ela não vai gastar uma gota de suor!
Por isso que as propagandas e a mídia são tão nocívas para pessoas mais vulneráveis como adolescentes, mulheres e pessoas vaidosas.
Como se vê, o buraco é bem mais em baixo e não se pode “brincar” com um tema como esse."

14 de jun. de 2008

Aiaiaiaiaia! Sem comentários!


Mais desastres do photoshop!

14 de fev. de 2008

A bunda da Simone


Simone de Beauvoir tinha 44 anos quando o fotógrafo Art Shay fez essa foto da direita, que eu acho lindíssima e já tinha publicado aqui no blog, há um ano e meio.
Ela tinha um corpo escultural - principalmente se a gente levar em conta o quanto os anos podem ser implacáveis - mas essa beleza não é suficiente nos tempos de plastificação, busca pelo corpo ideal, magreza e Photoshop.
Retocaram a bunda e as pernas da filósofa. E não foi aqui nos EUA ou no Brasil, não. Foi na França mesmo. E numa revista em homenagem aos 100 anos da mulher que escreveu "O Segundo Sexo".
A que ponto a manipulação das imagens de corpos das mulheres coisas está chegando! daqui a pouco tiram as celulites das musas renascentistas.
O Segundo Sexo
Simone diz que a gente não nasce mulher, mas "torna-se mulher". Se você ainda não leu e quer conhecer mais do que o bumbum da filósofa francesa, a dica é da Cynthia Semiramis: o livro O Segundo Sexo está disponível pra download no excelente site Mídia Independente, via blog Feminista. Abra o arquivo, imprima e aproveite a ótima leitura.
Segundo Sexo - Volume I
Segundo Sexo - Volume II

18 de abr. de 2008

E toda semana, retoque!


Esta foto aí de cima estava estampada em uma matéria na capa do Terra hoje. A reportagem, sobre o ensaio fotográfico que Júlia Almeida, de 25 anos, fez de biquíni para a edição deste mês da revista Corpo a Corpo, me deixou de cabelo em pé. Vejam bem, acho Júlia fofa, com jeito de ser tri querida mesmo... Só que achei uó!

As fotos foram feitas em virtude do emagrecimento da atriz. : ela aparece seis quilos mais magra no editorial. Mas se vocês olharem bem, é tanto photoshop que fica até constrangedor. Não é possível que ela tenha concordado com isso... Lembram o post sobre a regulamentação do uso de ferramentas de manipulação de imagem na Europa? Pois é! Como é que no Brasil ninguém faz nada a respeito disso? Será que as mulheres que comprarem esta revista não vão se sentir umas palhaças vendo tais fotos? Ou será que elas vão achar que a dieta que a Júlia fez deixou o corpo dela assim lindo, escultural e tão perfeito, seja normal? Por via das dúvidas, ainda acho que os editores deveriam pegar leve nesse tipo de publicação. A menina parece um andróide. Uma boneca, uma mentira que chega agredir os olhos de quem vê.

A Júlia é ótima, não precisava disso!

Quem quiser seguir as dicas de Julia Almeida para emagrecer até pode, agora ficar com o corpo da imagem aí de baixo, ah... isso eu duvido! Até porque, seria impossível uma vez que a imagem em questão não corresponde a imagem real da atriz, que como todo mundo sabe, possui uma marca no pescoço super grande. E essa marca, acho que ela não deveria tirar com ajuda do computador jamais. Até entendo... mas não concordo.

Segue texto do Terra:
A atriz, que interpreta a Fernanda na novela Duas Caras, passou três anos em Nova York estudando, perdeu peso e voltou bem diferente da menina que era quando deixou o Brasil.
"Antes, fazia papéis de menininha porque era uma. Agora não, virei mulher. Isso ninguém tinha percebido", afirma ela.
Além dos cuidados com o corpo para manter a forma, Júlia faz tratamento para amenizar as marcas de nascença que tem no pescoço e nos braços. Ela já passou por algumas cirurgias para retirar as marcas, mas não se incomoda com elas.
"Infelizmente, o corpo é meu instrumento de trabalho e tenho que estar com ele em ordem. Só quero que os sinais fiquem neutros com um pouco de corretivo, a ponto de passarem desapercebidos nos vídeos e nas fotos", explica.

Bem, acho que o tal "corretivo" foi usado em demasia...
Enfim, se eu pudesse deixar uma mensagem pra ela seria:
"Você é ótima e única, seja feliz como você é. Nenhuma mulher precisa ser modificada assim. Assuma suas marcas, elas correspondam à sua identidade. As cicatrizes do seu corpo estão aí para garantir a sua existência e provar que você é única, linda do seu jeito e não multiplicável como uma imagem de computador!"

13 de nov. de 2008

O que o photoshop não faz.....


Sem comentários! bahhhhhh!

11 de abr. de 2007

Espelho, espelho meu: O que é a beleza?



A beleza: nós a percebemos como aquilo que nos agrada esteticamente e causa um verdadeiro prazer em sua simples admiração. A beleza está em nós, no nosso “olhar o objeto” designado belo. O sentimento pela beleza é algo eterno e invariável, está entre os homens há bastante tempo. Mas, os padrões são relativos e circunstanciais à época e ao momento, principalmente no que se refere às formas femininas. Eles estão sempre conjugados à moda e à moral que regem seu tempo.

O poeta Baudelaire, do séc XIX, dizia que a moda, as roupas e seus adereços, eram uma espécie de deformação sublime da natureza, já que, para ele, o homem é naturalmente um ser abominável e perverso, capaz das piores atrocidades. E a artificialidade das vestes vem como uma tentativa de atingir o belo e a perfeição, em uma permanente correção da natureza. Assim, a moda seduz aquele que a contempla, envolvendo o indivíduo, que deseja se produzir e consumi-la.

Hoje, o belo se desvirtua um pouco de seu ideal de perfeição, como sugeria a arte. A beleza tornou-se um produto, um bem de consumo adquirível com cirurgias plásticas, com a compra de uma bolsa Chanel ou Louis Vuitton ou com a aquisição de um belo Mercedes. As emoções oriundas da literatura são substituídas pela novela, e no lugar da Vênus de Milo, estão os tratamentos de beleza e o Photoshop para corrigir qualquer imperfeição, como estrias, celulite ou olheiras.

Nessa busca por uma imagem ideal e perfeita, surgem os problemas, como os distúrbios alimentares, tais como a anorexia e bulimia, normalmente acompanhados de distúrbios da imagem, onde a menina sempre se enxerga gorda diante do espelho por mais magra que esteja, perdendo os parâmetros e a noção de peso. As grandes marcas têm sido acusadas de forçar as medidas dos seus produtos e dos manequins que os desfilam, criando, dessa forma, uma imagem irreal da beleza feminina, baseada em corpos muito magros. Essas marcas vendem um significado da imagem ao sujeito, e ao consumir eu passo a fazer parte daquela imagem. O que transforma algumas pessoas, capazes de tudo para serem e fazerem parte dessa imagem perfeita, desde dietas de fome, “mutilações” corporais ou mesmo a compra de itens falsificados.

Com o passar dos anos, os padrões de beleza mudaram radicalmente. Se, nos anos 50, musas como Marilyn Monroe e Brigitte Bardot fizeram sucesso, nos anos 60 a magricelinha Twiggy se tornou ícone, embora seu corpo, não pudesse ser padrão para brasileiras, que sempre tiveram generosos curvas (veja a Leila Diniz, por exemplo). Já nos anos 80, onde começam as febres por academias, o gênero prioriza as saudáveis e sexys, como a modelo e atriz Cindy Crawford. Nos anos 90, onde surge a moda Grunge, as modelos deveriam ter a aparência junkie, e Kate Moss (até hoje considerada a mulher mais bem vestida do mundo) se torna ícone. Hoje, Kate Moss, apesar de ter sido flagrada usando drogas recentemente, tem os maiores contratos publicitários de moda, embora a über model da vez seja a brasileira Gisele Bündchen, repleta de belas curvas e, ainda sim, magra.


Por: Ana Carolina Acom – formada em Filosofia pela UFRGS, é pesquisadora e consultora de moda e semiótica das vestimentas. Colunista do site: http://www.modamanifesto.com.br/ E-mail: mailto:ac.acom@terra.com.br

30 de jul. de 2008

Crise


Olhem só que boa esta nota do Glamurama:
O momento não é nada bom para as revistas femininas nos Estados Unidos. As vendas estão em queda e o mercado editorial cada vez mais agitado atrás de soluções.
* Jeff Bercovici, editor do Gawker, um dos blogs mais influentes do Hemisfério Norte, faz, nesta quarta-feira, uma análise da situação: nos últimos seis meses, a "Glamour" passou a vender 10% a menos de revistas, enquanto a "Marie Claire" 11%, "Vogue" e "Teen Vogue", ambas, 15%, e a publicação "The Oprah Magazine", 16%.
* A explicação? Segundo ele... O abuso do uso do photoshop, que deixa as estreladas quase irreconhecíveis; peças com preços surreais nos editoriais, inacessíveis para a maioria das leitoras; acesso ao conteúdo integral na internet, capas nada provocativas, salvo as da "Vogue" francesa, como esta abaixo que traz uma drag queen; e, por último, o próprio conteúdo das publicações, que está deixando a desejar.
* Bom, pelo jeito, as redações vão ter muito trabalho para reverter a situação...

15 de mar. de 2007

Natural e sem retoques


Gente, fui modestamente capa do Estadão deste domingo! A matéria sobre beleza real, abre os olhos de muita gente...
Segue texto:

Manequim Real
A brasileira tem a mistura de raças no seu DNA, o que significa formas generosas, por mais que ela tente negá-las

Vera Fiori

SÃO PAULO - Vai longe o tempo em que as mulheres invejavam as divas do cinema com formas exuberantes. Nos dias de hoje, as belas Claudia Cardinale, Sophia Loren, Marilyn Monroe e Anita Ekberg estariam mais para obesas do que para boazudas. Em busca de um padrão de beleza inalcançável, a mulher do século 21 é presa fácil dos estereótipos ditados pela mídia, que preconiza as medidas de tops como passaporte para a felicidade, amor, sucesso e aprovação social. A insatisfação não é só com o peso, mas também com o rosto, cabelos, seios, etc. Como aponta o psicólogo Marco Antonio de Tommaso, tendo em mente um rosto e corpo idealizados, principalmente as mais jovens entram em conflito com o espelho. “É comum ouvir no consultório que preferem ganhar uma cirurgia plástica do que um carro. A extração das costelas para afinar a cintura é um exemplo dos exageros da negação do próprio corpo e da baixa estima.”

Segundo a historiadora Mary Del Priore, a forma física é um assunto que rende desde o Descobrimento. “Já na carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, há passagem comentando que as índias brasileiras eram cheias.” Vale lembrar o vaivém dos padrões estéticos na história, de formas femininas que lembravam tábuas - como na época medieval - às rechonchudas do Renascimento. Mais à frente, no século 19, a magreza era associada à doença e à feiúra. “Manuel Bandeira e Gilberto Freyre faziam referências à mulher de ancas largas como sinônimo de beleza, riqueza, abundância e fecundidade.”

Nos anos 40 e 50, as atrizes do teatro rebolado celebrizavam a mulher violão com seios fartos e coxas grossas. Nos anos 70, a emancipação feminina redesenharia os corpos. “Com o advento da pílula anticoncepcional, a entrada da mulher no mercado de trabalho e o culto ao corpo, as formas sensuais desapareceram e os quadris, diminuíram, surgindo a androginização das formas.”

Na atualidade, o modelo que predomina nas elites é o da mulher estilo Barbie: invariavelmente loira, com silicone, botox e muitas plásticas. “Imagine o que significa para uma favelada esse padrão, que nada tem a ver com a nossa mestiçagem”, exclama a historiadora.

Além da mídia, que consolida o estereótipo, outras razões levam a mulher a rejeitar a sua natureza. “É como se negássemos nossa identidade. Mas ao não desejar o padrão de nossas avós, associado à submissão, a mulher cai numa outra armadilha, que é a de se deixar escravizar pelo bisturi, tintura de cabelo e academias.” Na opinião da historiadora, o individualismo abriu espaço para a importância exagerada que a mulher vem dando à aparência, e faz um paralelo: “nos anos 80 havia movimentos feministas em prol de creches, por exemplo. Isso desapareceu e hoje a mulher pensa no próprio umbigo.”

Insatisfeitas com o que Deus lhes deu, segundo a pesquisa Real Beleza, de Dove, 19% das brasileiras associam a auto-estima à beleza; 90% querem mudar algo no corpo e 55% dizem que é difícil se sentirem bonitas quando confrontadas com os atuais padrões estéticos - como ter quadril de, no máximo, 90 centímetros, segundo regem as passarelas.

Vale lembrar que, na ânsia de perder peso, muitas fazem regime por conta própria, às vezes sem necessidade, colocando a saúde em risco. Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), o Brasil consome quase 90% das drogas para emagrecimento no mundo, o que representa 30 toneladas de anfetaminas por ano.

A discussão sobre a anorexia vem sendo tema de debates no meio fashion. No último São Paulo Fashion Week foram distribuídas cartilhas, que alertavam para a importância de uma alimentação equilibrada. Porém, de acordo com o psicólogo Marco Antonio de Tommaso, não basta chamar a atenção apenas das modelos e suas famílias. “Os estilistas, rígidos com os padrões das passarelas, foram poupados da discussão. As medidas impossíveis são uma exceção genética, e contribuíram para gerar comportamentos drásticos, como os distúrbios alimentares.” Na opinião do médico, o ideal seria a realização de um fórum interdisciplinar, no qual entrariam profissionais de saúde, educação, moda, entre outros.


Flashes nas Formas
Em 1997, a fotógrafa baiana Alice Ramos sacudiu Salvador com a exposição Redondamente Enganado, da qual participaram mulheres acima de 70 quilos, nuas, numa época em que o Photoshop (programa de computador que faz uma “plástica” nas imagens) não era usual. Com 1,59 metro de altura, 78 quilos e uma simpatia contagiante, Alice não quis fazer um manifesto ou crítica aos padrões vigentes, mas, sim, mostrar a sua visão de beleza das gordinhas. Convencer as modelos a posar para as fotos foi difícil.

- No carnaval, saí pelas ruas distribuindo panfletos, anunciando que procurava modelos para umas fotos. Vi uma menina bonita, cheinha, de top e short agarrado, e entreguei o papel para ela. O sorriso foi sumindo e, indignada, ela amassou o papel e disse: você está me chamando de gorda? O jeito foi espalhar cartazes nas docerias e salões de beleza. Deu certo e o casting com as candidatas foi lá em casa, com rodadas de brigadeiros e refrigerantes. Quando viram o resultado, gostaram e passaram a se ver de outra forma, e ainda choveram admiradores.

Alice conta que sofreu muito na fase da adolescência. “Até aceitar o meu corpo fiz dietas malucas. Mas depois desencanei. Não acho que todos os homens só querem mulheres saradas. A beleza interior também seduz”, fala ela.


Alto-Astral na Telinha

Filha de miss e pai atleta, a apresentadora Mauren Motta, a nossa garota da capa, conta que adora cozinhar, inventar pratos diferentes e receber os amigos. “Ir a um restaurante bacana e só comer alface, particularmente, acho um tédio”, brinca a loira, que já teve um programa no canal pago Multishow e participações no Fantástico. Com estilo e curvas generosas, a loirinha gaúcha já desfilou para a marca Zapping e arrasou na passarela. “Se eu tivesse nascido na Renascença, seria considerada uma deusa!” Sobre preconceito, ela diz:

-- Ser apresentadora nunca foi um objetivo na minha vida. Aconteceu e adoro o que faço. Acho que essa paixão incomoda. Quando temos prazer no que fazemos sempre há alguém que te acha feliz demais. Aí ter excesso de peso é o de menos. O que algumas pessoas não aceitam é essa felicidade, e não só o corpo fora de padrão. É uma espécie de inveja e preconceito. Devem pensar que, por ser gorda, você não tem direito de estar onde está. Mas também sei que não é um privilégio só meu. A exposição na TV nos torna vulneráveis às críticas, e aí independe da forma física. Ninguém sai ileso. Se é loira, rica e famosa taxam de burra. Se é magra, gostosa e famosa, é porque saiu com alguém. E aí vai...

Abordando a questão da diversidade, em breve Mauren deve estrear na TV o programa feminino De Dentro para Fora. “Queremos mostrar o quanto as mulheres podem ser belas além do manequim 38 e independentemente da cor do cabelo ou tipo de pele, desmistificando padrões pré-estabelecidos. A idéia é discutir uma nova plataforma para a auto-estima, mas sem perder a leveza e o humor”, adianta Mauren, que tem um site e um blog com o seu nome.


Saúde é o que interessa

Nem sempre em paz com a balança, a empresária Paula Lima de Azevedo, dona da fábrica de chocolates Sweet Brazil, fez em janeiro até promessa para não cair em tentação com seus deliciosos bombons. Morena, cabelos cacheados e com 1,72 metro de altura, ela conta que faz regime desde os 9 anos, a ponto de já ter desmaiado. “Aquela velha história, diziam: ela é tão bonita de rosto... A pessoa pode ser deficiente física, mas gorda, não.”

Paula conta que ficou pasma com a declaração de um rapaz na MTV que, ao se apresentar no programa, dizia que não era cheinho, como se a forma física fosse atributo de caráter. “Acho que falta respeito ao ser humano. Ninguém é gordo porque quer.” Aos 45 anos, se diz cansada do engorda-emagrece. “Cheguei a perder 20 quilos, corria duas vezes ao dia e consegui manter a forma por cinco anos. Mas tem uma hora em que você chuta o balde. Hoje minha maior preocupação em relação ao controle do peso é com a saúde.”


Moda inclusiva

Com ações isoladas e tímidas - ao contrário das passarelas internacionais, onde os estilistas Jean-Paul Gautier e Galliano costumam colocar pessoas comuns para desfilar suas roupas - tremula uma luz no fim do túnel fashion. Numa tacada ousada, a estilista Karla Girotto lançou no ano passado, durante o São Paulo Fashion Week, a linha De Verdade, voltada para pessoas que vão além do famigerado manequim 38 das passarelas. A inspiração veio da mãe de uma amiga, publicitária, com senso estético apurado, órfã de roupas que se encaixassem no seu temperamento de vanguarda. Hoje, a estilista desenha peças fashion, que vestem bem as cheinhas assumidas.

Se encontrar roupas estilosas já é complicado, o que dizer de lingerie? Foi a partir da experiência pessoal que a empresária Cassia Bufolin - que mede 1,60 metro de altura e tem manequim 48 - resolveu investir no segmento de lingerie sexy. Ela é dona da grife Rechonchée, na Vila Madalena, que atende numerações grandes. “As clientes falam que, antes da loja, se sentiam excluídas. Uma delas até comentou que não precisa mais usar calcinhas que se parecem com coador de café.” Calcinhas, sutiãs, espartilhos e camisolas sensuais recheiam as prateleiras da loja, que tem até um provador especialmente projetado, com dimensões maiores e ar-condicionado.

A corrida ao corpo perfeito gera lucros e, quanto mais insatisfeita a mulher, melhor para a indústria do emagrecimento. Uma crítica contundente ao padrão anoréxico veio de um homem, o maestro carioca Jorge Antunes. Em artigo intitulado Moda, Anorexia e Bobas da Corte, ele diz:

As bobas de corte e costura, enfim, são como os antigos bobos da corte: têm que se degradar, se desfigurar, se entregando ao aviltamento corporal, para deleite da alta burguesia e das classes dirigentes.

23 de ago. de 2007

Ser mais você

Tava garimpando e encontrei o textinho da Pati Rabelo. Olha que bacana:

em: 9/8/2007

Nada como contar até dez pra deixar a raiva passar. Dar tempo ao tempo pra ver as situações com distanciamento e clareza. Como se fosse do ponto de vista do seu melhor amigo, aquele que dá os melhores conselhos justamente porque a situação não é com ele. Reações enfurecidas e passionais ficam sempre tão sem sentido depois que a raiva passa.

Acho que isso é ser mais você. É se permitir uma tranqüilidade que desaprendemos, se é que um dia a tivemos. É não querer ser dono de ninguém, porque, desista, você nunca será mesmo. Uma conhecida minha, psicóloga organizacional, certa vez falou que queremos possuir as coisas, porque as pessoas nós nunca possuímos.

Ciúme, posse e dependência são apenas nomes diferentes pra disfarçar uma insegurança que é nossa, e que não tem a ver com o fato do Marcelo não ter ligado ou a Aline não ter aparecido.

O indiano Krishnamurti disse que “na verdade ninguém satisfaz ninguém. Nós delimitamos essa possibilidade, por alguma razão pessoal. O amor está além da satisfação. Há amor quando não há exigências, intolerância, cobranças e ciúmes”. Então, nem adianta trocar o Marcelo pelo João ou Aline pela Roberta, vai mudar muito pouco se o problema estiver em você. E também qual a graça de ter um robô do seu lado? Que presta conta de tudo o que faz, de com quem fala e “não faz nada errado” só porque está sendo monitorado e cobrado? Se não há escolha nem liberdade, não há mérito. Bom mesmo é fazer ou deixar de fazer algo por convicção e não porque você está sendo filmado. Alguém já falou que “ética é quando ninguém está vendo”. É isso aí.

Ser mais você não tem nada a ver com ser egoísta. Ao contrário, é altruísmo, porque o altruísta quer ser feliz e permite que o outro seja também. Ser mais você é estar de bem com você mesma e com os outros, sem precisar cobrar desses outros algo que quem tem que se dar é você. É pegar o leme da própria vida, ser seu próprio capitão, assumir a responsabilidade [= habilidade de dar respostas] pela sua felicidade.

Não é ser bobo, nem aceitar tudo não... Nada a ver com isso. Até porque quem aceita tudo passivamente está na mesma situação daquele que é autoritário. Os dois relacionam sua felicidade a um outro ou a coisas que estão lá fora: o primeiro aceita ser dominado “pra não perder o que já tem e que é melhor do que nada”, e o segundo quer sempre dominar “pra garantir o que já conseguiu e continuar se dando bem”. Eu falo simplesmente de encontrar seu eixo, de não cobrar demais dos outros nem esperar que um “super-homem venha nos restituir a glória”, como já disse o Gil. Ora, os outros já têm que dar conta dos seus próprios problemas e expectativas. E até o bonitão superpoderoso do Super-Homem (ooh lah lah!) tem sua criptonita. O cara muda o sentido de rotação do planeta, pára um trem, salva a humanidade, mas até ele tem seu ponto fraco.

Pra que a toda hora se armar até os dentes, sempre pronta pra guerra? Além de cansativo, esse é o nosso erro na grande maioria das vezes: levar tudo a ferro e a fogo, indignando-se por pouco, querendo prestar contas de cada palavra dita, de cada gesto esperado - muitas vezes, nem nos prometeram, nós que viajamos - e não cumprido.

Mas é justamente aí, ao exigir nossos “direitos” em relação ao outro, que cometemos um engano. Algumas coisas não podem ser exigidas, porque, vindo dessa forma, perdem grande parte do seu valor. Cobrar amor, reconhecimento, respeito, honestidade? Ninguém tem que lhe dar o que você já tem, e que só basta encontrar dentro de si. Fora que ninguém agüenta a pressão da cobrança por muito tempo. Acho que por isso os começos são tão mágicos, tão encantadores: todo mundo é franco-atirador. Há uma sensação de que não se tem muito a perder, daí pouco se cobra ou se exige. As pessoas, nos começos, são mais leves. Mas, depois, essas mesmas pessoas começam a achar que são donas - da amiga, do namorado, da esposa, do computador na empresa - e que têm que “cuidar do que é seu”. Na verdade, mais que em cuidar, muitas estão preocupadas em “se apossar do que é seu”. Aí complica.

Como diz o escritor argentino Jorge Luís Borges, seja leve. Ponto.

Se algo insiste em não estar bom pra você, não insista mais. Pegue seu boné e “on the road”. Sempre haverá outras pessoas, outros lugares, outros trabalhos, outras paixões que parecerão pra vida toda, outros projetos... Melhores, piores ou simplesmente diferentes daqueles aos quais você se acostumou. Mas o importante é que a escolha será sempre sua. E, fazer como naqueles jogos de criança em que você dizia “passo!” ou “bandeirinha!” também não ajuda. Porque não fazer escolhas já é uma escolha. Talvez a mais perigosa delas.

Deixe a vida correr no seu próprio ritmo e viva. De bem com você. Ponto.

Sem precisar inventar que está bem ou querer parecer bem, porque esse bem-estar artificial é ilusório. Não passa de efeito Photoshop. Criar uma falsa impressão de estar por cima sem estar é cosmético, não é medicinal. Fica bonito na hora e só pra quem está vendo de fora, mas não resolve o problema. Melhor tomar uma atitude medicinal, então: seja você com todos os ônus e bônus que isso implica.

Se surgir uma viagem pra China, pra Índia, para as Maldivas, vá. Avise aos amigos, mande notícias de um cyber de lá, mas vá. Se for uma viagem pra uma praia que fica logo ali a 60km, vá. E, se for só pra curtir no seu quarto, curta. A quantidade de quilômetros não importa. O que quer que você tenha ou sinta, seja felicidade, equilíbrio interior, tristezas ou angústias, irão com você, independentemente da distância que você “per-corra”. O que importa é passar por cada experiência, permitir-se o que cada momento traz. Enfim, viver em vez de sobreviver.

E aproveite. Só isso.

Seja feliz com você. E por você. E, paradoxalmente, quando você menos precisar das pessoas, é quando mais você as terá por perto. Elas naturalmente vão se encantar e querer cada vez mais sua companhia, pois sua felicidade será algo autêntico. Sim, será verdadeira porque virá de dentro e, por isso mesmo, será genuinamente contagiante.


★Pati Rabelo