16 de nov. de 2007

Direto ao ponto!



Hoje acordei querendo colocar uns pingos nos ís.

Olha, se tem uma coisa que acho uó total é a falta de respeito de algumas pessoas com a condição das outras. Um livro que fez um baita sucesso no Brasil sobre obesidade - "Só é gordo quem quer" - tinha um título no mínimo questionável... Será que se é gordo porque se quer mesmo? Pera aí!!! Tem um monte de gente que não quer. Tem um monte de gente que sofre com isso, tem distúrbios, problemas hormonais, de tireóide e que vive de regime e não consegue emagrecer. Tem um monte de gente que está gordo, mas não é gordo. É uma condição temporária. Um momento da vida. Independentemente do caso, todo mundo sofre com isso.


Sempre tive um teoria em relação a gordura: A injustiça toda é que obsesidade é uma doença e um problema exposto. Todo mundo vê e sabe se vc é gordo. Aí, prato cheio para criticas e descaso. Hoje ser gordo é como um fraqueza. Coisa de perdedor mesmo.



Por outro lado, mais de metade da população mundial está obesa ou acima do peso, como apontou uma pesquisa global publicada na revista científica americana Circulation Journal. O estudo, que analisou dados de 182.970 pessoas de 63 países nos cinco continentes, mostrou que 50% das mulheres e 60% dos homens analisados estão acima do peso ou obesos. Ao considerar apenas os dados sobre obesidade, o levantamento revelou que um quase um quarto dos homens (24%) e 27% das mulheres estão obesos. Os cientistas, liderados pelo médico Berverley Balkau, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisas Médicas da França, utilizaram o Índice de Massa Corporal (IMC) para avaliar o grau de obesidade dos voluntários. O IMC é um padrão internacional e é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado. Pessoas com IMC entre 18 e 24 estão dentro do peso, as que se enquadram entre 25 e 30 estão acima, e as que ultrapassaram o índice de 30 são consideradas obesas.
Pois é... e mesmo assim com tanta gente no mundo passando pelos mesmos maus bocados o preconceito contra os obesos ainda é muito punk! Assim como é com negros, com judeus, com deficientes. Aiaiaiiaiaiai! Odeio isso!!!!!

Aí, para ajudar ainda mais, um imbecíl na austrália me solta essa aí de baixo:

Um dos principais médicos nutricionistas da Austrália defendeu a criação de uma taxa para pessoas obesas que viajam de avião. John Tickell, conhecido médico e autor de vários livros sobre dietas e alimentação no país, quer que passageiros obesos "paguem mais para cobrir os quilos extras que levam dentro das aeronaves".
Tickell, não explicou, no entanto, detalhes sobre como seriam definidas as taxas de obesidade entre os passageiros, cunhadas de "taxa de obesidade". Pode?????? Será que ele vai querer colocar uma balança no check in??????????

O governo australiano ainda não se pronunciou sobre a proposta de Tickell, que lidera um grupo de especialistas. A proposta, no entanto, teve grande repercussão na Austrália e causou indignação de grupos como a Sociedade Australiana de Obesos.

AINDA BEMMMMMM! Ao menos na Austrália as pessoas fazem alguma coisa. Aqui no Brasil não vejo ninguém levantando bandeira ou tomando partido. As pessoas acabam se escondendo. Agem como se não pudessem ser o que são. Se sentem envergonhadas.

Para Tim Gill, diretor da instituição, a proposta é injusta com aqueles que têm problemas de peso. Ele propôs que as companhias aéreas ofereçam assentos mais largos para este tipo de passageiro - iniciativa que chegou a ser adotada por empresas locais como a companhia aérea Jetstar, que incluiu na frota bancos mais largos.

Aiaiaiaiia! Até porque, não são só os obesos sofrem com a falta de espaço nas aeronaves. Os altos demais, fortes de mais e até pessoas normais viajam esmagadas com a falta de espaço entra as apertadas poltronas dos aviões.

A autoridade de aviação civil na Austrália proíbe que passageiros obesos se sentem próximo a saídas de emergência para facilitar a evacuação dos outros em caso de acidentes.
De acordo com estudos recentes, 47% das mulheres e 63% dos homens australianos são considerados acima do peso ou obesos. Pois é... que cara mais ridículo!



Vale lembrar que um relatório divulgado na Grã-Bretanha apontou que pessoas que sofrem de obesidade podem ter a expectativa de vida reduzida em até 13 anos.
O relatório, que foi endossado pelo governo britânico e compilado por 250 especialistas do Foresight Programme (ligado ao departamento governamental para Ciências), está sendo considerado o maior estudo já feito no país sobre obesidade.
O estudo Combatendo a obesidade: escolhas futuras aponta que a Grã-Bretanha está imersa numa crise que pode levar até 30 anos para ser revertida.
Um estudo paralelo do British Medical Journal indica que fumantes podem viver 10 anos menos do que o desejado, uma expectativa que indica que o problema da obesidade pode ser ainda mais grave.
Impactos
Se o número de obesos continuar crescendo, estima-se que 60% dos homens, 50% das mulheres e 25% das crianças britânicas serão obesas em 2050. Atualmente, um quarto da população adulta sofre de obesidade.
O impacto sobre o sistema público de saúde também será drástico, aponta o levantamento.
De acordo com cálculos feitos pelos pesquisadores, serão necessários 46 bilhões de libras adicionais para cobrir gastos com tratamentos de doenças como diabetes, infartos e outras doenças ligadas à obesidade.
“A obesidade está aumentando a cada ano e há o risco de que não nos reste muito tempo para agir”, avalia David King, conselheiro-chefe do governo britânico para assuntos científicos e líder da pesquisa.
O relatório conclui que os indivíduos não são os culpados por desenvolverem obesidade, mas sim “uma sociedade que prioriza o consumo de comidas baratas, ricas em açúcar e gordura, o uso de transportes motorizados e trabalhos sedentários”.
“Temos de lutar contra a noção de que a epidemia atual de obesidade surge da indulgência e da preguiça dos indivíduos. Nós vivemos numa sociedade de consumo que nos encoraja a comer e ter uma vida sedentária. É um ambiente em que só de nos comportamos de forma normal, podemos engordar”.

Os estudiosos cobram maior envolvimento do governo na questão e apontaram algumas políticas que poderiam ser aplicadas, como planejar cidades para que acomodem mais locais para a prática de exercícios físicos e fazer maior pressão sobre as mães para amamentarem seus bebês - o que poderia diminuir o ganho de peso durante a infância.
A secretária de Saúde Pública britânica, Dawn Primarolo, disse que o governo esta analisando como proceder diante das informações divulgadas pelo relatório.

E aqui no Brasil nada se faz! No país da bunda, o que vale é ser gostosa!! Aí sim se pode ter tudo. Obesidade não é prioridade no país do Carnaval do e futebol. O que interessa é a beleza, ser linda... gorduchas não estão em pauta não é mesmo?

Envergonhados os gordos daqui não fazem nada. Sem reação, eles se escondem. Parece que não se tem direito de ter uma vida feliz. Ser gordo é ser excluído. Não é justo.

Eu nunca me senti assim. Sempre fiz tudo o que quis. Sou minha essência. Sou eu. Gorducha sim, mas autêntica. Me respeitei. Me assumi. E aconselho todo mundo a fazer o mesmo. Claro que tenho altos e baixos, que no verão adoraria desfilar magérrima por aí. Mas não dá pra ficar sofrendo. Sejam felizes... por favor.

Meu conselho é: façam regime. Cheguem no peso ideal. Mas que fique claro que o IDEAL de cada pessoa é um. Sem atropelos, tristezas ou frustrações. Fique bem do SEU tamanho, não do tamanho imposto pela mídia ou pelos outros.

Sugiro que as autoridades e a sociedade abram os olhos para os brasileiros fora de padrão. Não podemos ser amordaçados para perder peso. Falta de tato, compreensão e delicadeza não resolve o problema de obesidade de ninguém.

É isso aí. Beijos, m.

Um comentário:

Anônimo disse...

100% apoiada! Falou e disse! bjinhos, Julia